sexta-feira, 25 de julho de 2014

Minha Vida e Minha Arte nos anos de 2013 a 2014

Estou iniciando meu trabalho artístico do segundo projeto para minha 3° Exposição em 1014, a primeira falei de Inclusão e todas elas pretendem divulgar e apoiar os atletas Rugby em Cadeira de Rodas (http://www.bsbrugby.com.br/noticia/239-esporte-arte-e-voluntariado-juntos-no-bsb-quad-rugby.html). Desde que iniciei esse sonho, tantas coisas instigantes ocorreram ao longo do caminho.
 
Na minha família, Lehi o meu filho do meio, aos poucos e ao mesmo tempo depois de um trabalho de cerca de 15 anos, viajou pela primeira vez em busca de ser um atleta mundial e conseguiu de classificar para competir em Tampa, um sonho que almeijou desde menino, assim, conheceu Barcelona, França, Hamsterdamn, Belgica, isso na Europa e depois Tama, EUA; após, retonou para Barcelona, foi para Portugal, Lisboa, correr novamente o campeonato Damn AM Volcom e retonou para Barcelona continuar suas gravações.
 
Spencer continua em tratamento, mas hoje, bem diagnósticado e diria por sua própria mãe, que com o conhecimento dos remédios, pude conseguir entender a quantidade necessária para que ficasse bem. Desde que conheci o Rugby, venho analisando e testando fórmulas de apoia-lo, de ajuda-lo a se socializar, mas isso conversando e saindo mais com ele. O próximo passo é leva-lo para um esporte, para um lugar onde faça outras atividades. Spencer é tudo pra mim.
 
Rogélio, O Cizinho que foi diagnósticado com Ceratocone, foi cuidar de sua avó Darcy que sofreu de câncer de mama. Foi preciso remover o seio e agora está bem, sem precisar de fazer quimioterapia. Rogélio não teve grandes problemas com os olhos após usar lente, até tirou carteira de motorista, terminou o segundo grau e pretente fazer enfermagem.
 
Uma das grandiosidades da minha vida que me fez ter forças para superar tantos desafios, foi mesmo a fé em Deus. Desde os 12 anos que sou SUD e sem dúvidas Cristo é a razão pela qual amo tanto a vida, o próximo, tudo.

Não posso deixar de dizer que ao longo do tempo vivi também nesses dois anos uma linda história com um atleta paralímpico, uma amizade, conhecimento, romance e muito aprendizado. Um fator motivacional e ao mesmo tempo tão intenso, o qual me possiblitou conhecer lados doces e também nada faceis da convivência humana. Por fim, um encontro literalmente eterno em mim.

E agora, por que voltar a escrever aqui? Símples, as pessoas querem saber quem sou, o que busco, por que sou uma artísta apaixonada pela vida, pela inclusão, então se tenho de deixar um legado, deixo os passos sinceros de uma vida muito intensa. Espero que algo edifique.

Ao viver com tantos casos de saúde tão diversificados, não poderia imaginar que nessa altura, que eu mesma pudesse passar pela experiência de viver ou mesmo conviver com minha própria doença. É mesmo um pouco estranho quando alguém lhe diz que você está doente, que deve ficar em casa ou pode contaminar alguém, que é preciso fazer uma bateria de exames.
 
Estou exatamente aqui: fiz alguns exames de rotina para detectar tuberculose... Em um Posto de Saúde contei como me sentia e hoje reecontrei com uma enfermeira que me atendeu tão gentilmente nesses dois dias. Me emocionei com essa profissional, pois ela explicava detalhadamente cada passo dos exames, além de me dar uma atenção ímpar. O nome dela é Vanessa A Magalhães. Ao final de seu trabalho pedi licença para inclui-la em meu projeto artístico sobre saúde, inclusão. Ela parece ter apreciado a ideia. Enquanto ela me atendia a Lis, outra enfermeira, minha amiga, perguntava sobre como eu estava sendo tratada. Bem, fui abençoada com tanto apoio. Não foi agradável a bateria de exames e a expectativa de cada um deles, mas isso me fez notar a importância da vida, do ser humano, de se estar bem com Deus, de se ter feito o seu melhor.
O vazio foi terrível quando vi meu amigo Wescley e não pude chegar perto, a gratidão foi o abraço das duas enfermeiras, minha amiga Lis e Vanessa, uma dor foi não poder ver minha amada amiga Fran que veio de tão longe e poder abraça-la, a saudade foi dos amigos todos que deixei de vê-los.  
Ao Fazer HIV, um exame que seria necessário para acrescentar os motivos do problema pulmonar imaginei: Não tenho isso, mas ao mesmo tempo pensei, será que fiz tudo certo mesmo? Bem, o exame deu negativo, mas ao esperar seu resultado, fiquei pensando como deve ser estar entre a vida e a morte, como é saber que está doente para sempre? Como é importante ter cuidados necessários tanto com seu parceiro, quanto com uso de alicates, barbeadores, etc. Ao receber o furo no dedo, aquele incômodo o dia todo, e depois outro exame onde se coloca uma bacteria no braço para deterctar se está contaminado, também é meio chatinho por que a picada e o conteúdo inicialmente incomodam, mas depois passa. Já havia tirado RX e feito exame do escarro. Vou esperar o final de semana para ter o resultado definitivo. Bem, decidi contar tudo isso, para ajudar alguém que um dia venha ter essas experiências, além do mais, para evitarmos muitas coisas ao longo da vida tendo cuidos necessários com nosso corpo.
 
Esse impulso para escrever não veio do nada, mas também da motivação de várias pessoas, uma delas é o Sr Scott Rains (http://avidasegueourinhos.blogspot.com.br/2011/11/vida-segue-qual-e-o-seu-nome-e-onde.html#!/2011/11/vida-segue-qual-e-o-seu-nome-e-onde.html) que desde que conheceu minha arte vem me incentivando fazer tudo que gosto. Ele trabalha com turismo inclusivo, tem um lindo projeto em Nepal e outros. Outro fator motivaconal é o amor, carinho e reconhecimento que tenho recebido desde que iniciei esse projeto artistico inclusivo, deficiêntes fisícos, atletas paralímpicos, desconhecidos e conhecidos.

Enquanto estiver em tratamento estarei pintando telas que apresentarei aqui, mais os que já realizados.
 

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