Estou iniciando meu
trabalho artístico do segundo projeto para minha 3°
Exposição em 1014, a primeira falei de Inclusão
e todas elas pretendem divulgar e apoiar os atletas Rugby em Cadeira
de Rodas (http://www.bsbrugby.com.br/noticia/239-esporte-arte-e-voluntariado-juntos-no-bsb-quad-rugby.html). Desde que iniciei esse sonho, tantas coisas instigantes
ocorreram ao longo do caminho.
Na minha família, Lehi o meu
filho do meio, aos poucos e ao mesmo tempo depois de um trabalho de
cerca de 15 anos, viajou pela primeira vez em
busca de ser um atleta mundial e conseguiu de classificar para
competir em Tampa, um sonho que almeijou desde menino, assim,
conheceu Barcelona, França, Hamsterdamn, Belgica, isso na
Europa e depois Tama, EUA; após, retonou para Barcelona, foi
para Portugal, Lisboa, correr novamente o campeonato Damn AM Volcom e
retonou para Barcelona continuar suas gravações.
Spencer continua em tratamento, mas hoje, bem diagnósticado e
diria por sua própria mãe, que com o conhecimento dos
remédios, pude conseguir entender a quantidade necessária
para que ficasse bem. Desde que conheci o Rugby, venho analisando e
testando fórmulas de apoia-lo, de ajuda-lo a se socializar,
mas isso conversando e saindo mais com ele. O próximo passo é
leva-lo para um esporte, para um lugar onde faça outras
atividades. Spencer é tudo pra mim.
Rogélio, O Cizinho que foi diagnósticado
com Ceratocone, foi cuidar de sua avó Darcy que sofreu de
câncer de mama. Foi preciso remover o seio e agora está
bem, sem precisar de fazer quimioterapia. Rogélio não teve grandes problemas com os olhos após usar lente, até tirou carteira de motorista, terminou o segundo grau e pretente fazer
enfermagem.
Uma das grandiosidades
da minha vida que me fez ter forças para superar tantos
desafios, foi mesmo a fé em Deus. Desde os 12 anos que sou SUD
e sem dúvidas Cristo é a razão pela qual amo
tanto a vida, o próximo, tudo.
Não posso deixar
de dizer que ao longo do tempo vivi também nesses dois anos
uma linda história com um atleta paralímpico, uma
amizade, conhecimento, romance e muito aprendizado. Um fator
motivacional e ao mesmo tempo tão intenso, o qual me
possiblitou conhecer lados doces e também nada faceis da
convivência humana. Por fim, um encontro literalmente eterno
em mim.
E agora, por que voltar
a escrever aqui? Símples, as pessoas querem saber quem sou, o
que busco, por que sou uma artísta apaixonada pela vida, pela
inclusão, então se tenho de deixar um legado, deixo os
passos sinceros de uma vida muito intensa. Espero que algo edifique.
Ao viver com tantos
casos de saúde tão diversificados, não poderia
imaginar que nessa altura, que eu mesma pudesse passar pela
experiência de viver ou mesmo conviver com minha própria
doença. É mesmo um pouco estranho quando alguém
lhe diz que você está doente, que deve ficar em casa ou
pode contaminar alguém, que é preciso fazer uma bateria
de exames.
Estou exatamente aqui: fiz alguns exames de rotina para
detectar tuberculose... Em um Posto de Saúde contei como me
sentia e hoje reecontrei com uma enfermeira que me atendeu tão
gentilmente nesses dois dias. Me emocionei com essa profissional,
pois ela explicava detalhadamente cada passo dos exames, além
de me dar uma atenção ímpar. O nome dela é
Vanessa A Magalhães. Ao final de seu trabalho pedi licença
para inclui-la em meu projeto artístico sobre saúde,
inclusão. Ela parece ter apreciado a ideia. Enquanto ela me
atendia a Lis, outra enfermeira, minha amiga, perguntava sobre como
eu estava sendo tratada. Bem, fui abençoada com tanto apoio.
Não foi agradável a bateria de exames e a expectativa
de cada um deles, mas isso me fez notar a importância da vida,
do ser humano, de se estar bem com Deus, de se ter feito o seu melhor.
O vazio foi terrível quando vi meu amigo Wescley e não pude chegar perto, a gratidão foi o abraço das duas enfermeiras, minha amiga Lis e Vanessa, uma dor foi não poder ver minha amada amiga Fran que veio de tão longe e poder abraça-la, a saudade foi dos amigos todos que deixei de vê-los.
O vazio foi terrível quando vi meu amigo Wescley e não pude chegar perto, a gratidão foi o abraço das duas enfermeiras, minha amiga Lis e Vanessa, uma dor foi não poder ver minha amada amiga Fran que veio de tão longe e poder abraça-la, a saudade foi dos amigos todos que deixei de vê-los.
Ao Fazer HIV, um exame que seria necessário para acrescentar
os motivos do problema pulmonar imaginei: Não tenho isso, mas
ao mesmo tempo pensei, será que fiz tudo certo mesmo? Bem, o
exame deu negativo, mas ao esperar seu resultado, fiquei pensando
como deve ser estar entre a vida e a morte, como é saber que
está doente para sempre? Como é importante ter cuidados
necessários tanto com seu parceiro, quanto com uso de
alicates, barbeadores, etc. Ao receber o furo no dedo, aquele incômodo
o dia todo, e depois outro exame onde se coloca uma bacteria no braço
para deterctar se está contaminado, também é meio
chatinho por que a picada e o conteúdo inicialmente incomodam,
mas depois passa. Já havia tirado RX e feito exame do escarro.
Vou esperar o final de semana para ter o resultado definitivo. Bem,
decidi contar tudo isso, para ajudar alguém que um dia venha
ter essas experiências, além do mais, para evitarmos
muitas coisas ao longo da vida tendo cuidos necessários com
nosso corpo.
Esse impulso para escrever não veio do nada, mas
também da motivação de várias pessoas, uma delas é o Sr Scott Rains (http://avidasegueourinhos.blogspot.com.br/2011/11/vida-segue-qual-e-o-seu-nome-e-onde.html#!/2011/11/vida-segue-qual-e-o-seu-nome-e-onde.html) que desde
que conheceu minha arte vem me incentivando fazer tudo que gosto. Ele
trabalha com turismo inclusivo, tem um lindo projeto em Nepal e
outros. Outro fator motivaconal é o amor, carinho e
reconhecimento que tenho recebido desde que iniciei esse projeto
artistico inclusivo, deficiêntes fisícos, atletas
paralímpicos, desconhecidos e conhecidos.
Enquanto estiver em
tratamento estarei pintando telas que apresentarei aqui, mais os que já
realizados.