domingo, 20 de novembro de 2011

Em Fim Conseguimos a Receita: Dr. Miler Forrest (99379895) - Melhor Médico Psiquiatra que Conhecemos

Spencer está sem medicação a cerca de 50 dias desde a última vez que vimos o Dr Miles que prontamente nos atendeu no Hospital de Base. Mas após o sumisso de Spencer que nos deixou transtornados, após noites sem dormir, ter levado até multa por causa do barulho do menino pelo síndico, após uma longa peregrinação em vários hospitais tentando tratamento para Spencer, em vão, novamente quem nos atendeu foi o Dr Miler sem titubiar. Ele é bom médico não só pela prontidão, mas por se importar mesmo com o indíviduo fazendo perguntas, fazendo encaminhamentos necessários, por mostrar-se preocupado, por explicar os motivos da medicação, da doença, etc. 
Parabéns Dr. Miles Forrest pela humanidade, profissionalismo, dedicação e don incontestavel! 
ficamos emocionados em econtrar um profissional que nunca nos viu, mas que fez por nós o que em 10 anos nunca fizeram. Obrigada!
Fazemos questão de elogiar, agradecer  e até públicar seu contato para que mais pessoas possam se ajudar e ajudar a outrem.
Spencer respondeu bem seu endereço e quando o médico perguntou sobre seus irmãos ele disse que recebe abraços. Dr Miler pareceu aprecisar sua resposta.

Esquizofrenias
Descrição Geral
        A denominação de demência precoce foi primeiro aplicada a essa doença porque se pensava que só ocorresse na juventude, acarretando com o correr dos anos completa deterioração mental (demência); essa denominação foi substituída por esquizofrenia, que significa dissolução da personalidade, "personalidade cindida".
        Esta é uma das formas mais comuns de doença mental, compreendendo cerca de um quinto das novas internações e cerca de quarenta por cento da população dos hospitais psiquiátricos em qualquer momento dado.

Causas
        Desconhecem-se ainda, com precisão, as causas que a determinam. Segundo alguns autores, trata-se de doença orgânica; segundo outros, ela é de origem psíquica, divergindo, portanto, as opiniões a respeito. Os partidários de seu fundo psicógeno atribuem-na ao desajustamento progressivo do indivíduo ao ambiente. Os que lhe reconhecem uma causa física salientam que essa perturbação é geralmente acompanhada de distúrbios glandulares, má nutrição das células cerebrais, distúrbios do metabolismo cerebral e outras dificuldades orgânicas. É provável que muitos fatores atuem em conjunto, de modo obscuro, na etiologia dessa doença. Bleuler, o criador do termo esquizofrenia, atribui a doença a fatores orgânicos básicos e fatores psicógenos secundários. O aspecto biotipológico também é importante, pois a doença atinge de preferência os indivíduos leptossomáticos ou astênicos (de corpo delgado), de temperamento esquizotímico.

Sintomas
        Nenhuma manifestação física específica é característica da esquizofrenia. Os sintomas mentais e emocionais dessa perturbação são graves e característicos: tendência ao isolamento e à introversão, mau contato com a realidade (autismo), incertezas, dúvidas, dificuldade de escolha (ambivalência), perplexidade, desarmonia no pensamento, ilogismos (desagregação do pensamento). Podemos classificar a esquizofrenia em quatro formas ou tipos, embora estes não sejam claramente definidos e um paciente qualquer possa apresentar sintomas pertencentes a mais de um tipo.
        Sintomas de esquizofrenia, forma simples:
O paciente mostra-se apático, descuidado, cansando-se facilmente.
Descuida-se de sua aparência pessoal, de seus hábitos de higiene.
Torna-se "incapaz de pensar", de concluir com clareza uma frase iniciada.
Fala coisas "aéreas" e sem sentido.
Permanece em mutismo habitual.
Alheia-se aos interesses comuns da vida.
        A esquizofrenia, forma hebefrênica, além de sintomas semelhantes aos do tipo simples, manifesta mais os seguintes:
Tendência a atitudes e expressões afetadas.
Reações emocionais inadequadas (rir ao falar de coisas tristes, etc).
Alucinações auditivas e idéias delirantes.
Por vezes, depressão, tristeza, angústia.
Freqüentes crises de agitação psicomotora.
Julga-se muitas vezes sob controle de forças externas (tais como poderes sobrenaturais ou magnéticos).
Manifesta tendência para reações sexuais mórbidas (homens e mulheres entregam-se a práticas exibicionistas e eróticas).
        Os sintomas da esquizofrenia, forma catatônica, são os seguintes (além de alguns comuns à forma simples):
Rigidez muscular, resistência aos movimentos, negativismo, mutismo.
Tendência a permanecer numa só posição, como se fora uma estátua.
Tendência a repetir palavras, sons, atitudes, movimentos, gestos etc (estereotipias).
Apesar da sua inércia, imobilidade, apatia e abulia, o doente pode apresentar impulsos agressivos de grande violência e completamente inesperados.
        Na forma paranóide poderemos encontrar alguns dos sintomas que caracterizam outros tipos de esquizofrenia, mas geralmente o que mais se evidencia é o transtorno na interpretação da realidade e dos pensamentos alheios. Os pacientes desse tipo tem freqüentemente:
Idéias de perseguição (às vezes, aparentemente lógicas).
Idéias de grandeza (julgam-se talentosos, inventores de aparelhos fantásticos, escolhidos por Deus, predestinados a dirigir, a fazer reformas de toda espécie).
Essas idéias são freqüentemente acompanhadas por alucinações.
Porte arrogante e aspecto orgulhoso, irônico, zombeteiro.
Tendências agressivas motivadas por interpretações delirantes (vozes imaginárias, que dão “ordens”).
Tratamento e Cura
        Com o progresso da doença, o doente tende a manifestar maior deterioração da personalidade. Os delírios e alucinações podem dominá-lo por completo. Algumas vezes essa doença desaparece sem tratamento (15% curam-se espontaneamente) ou evolui por surtos. A convulsoterapia, pelo eletrochoque ou pelo cardiazol, é valiosa no tratamento dessa afecção. A insulina é utilizada com muito êxito, em todos os tipos de esquizofrenia, sendo mesmo o tratamento de escolha. O tratamento pela insulina requer hospitalização e é feito segundo técnica especial proposta por Manfredo Sakel. Atualmente, as chamadas drogas psicotrópicas (amplictil, neozine, haloperidol, triperidol, melleril, anatensol depot, stelazine, navane, entre muitas outras) estão sendo empregadas com relativo sucesso. Dieta controlada, hidroterapia, terapêutica ocupacional e recreativa também muito contribuem para restabelecer, no paciente, os bons hábitos e o equilíbrio mental. Após a remissão deve sempre ser empregada a psicoterapia. Nos vários hospitais, a percentagem de altas, relativa a pacientes que sofriam dessa afecção e foram tratados convenientemente, varia de 30 a 90%, com uma percentagem relativamente pequena de readmissões. Quanto mais cedo o paciente for tratado, melhor será o resultado obtido.
        Dificilmente um doente esquizofrênico deixará de beneficiar-se com as modernas terapêuticas. Há casos, entretanto, sobretudo quando a doença evolui por tempo considerável, em que ela permanece estacionária, apresentando o paciente o chamado "defeito esquizofrênico", que determina limitações em sua vida familiar, social e profissional.

Como Cuidar desses Pacientes
        Neles despertar um interesse sadio por coisas práticas e pela vida social (especialmente, capricho em sua aparência pessoal e interesse pelos outros) é a grande ajuda que o auxiliar psiquiátrico pode prestar a esses pacientes. Você poderá auxiliá-los nesse sentido, especialmente quando estiverem sob tratamento. Ensinar pelo exemplo é geralmente eficiente com esses pacientes. A leitura, a música, o rádio, a conversação, são atividades que auxiliam desde que não alimentem suas idéias delirantes. Ouça-os contarem seus delírios, sem criticá-los, nem aceitá-los. Ofereça outras interpretações para os mesmos fatos. O trabalho ou a atividade que você proporcionar ao paciente deverá sempre ter uma finalidade; e, especialmente, evite qualquer demonstração de menosprezo. O paciente poderá manifestar crises imprevistas, determinadas exclusivamente por estímulos internos, não podendo, portanto, serem totalmente evitadas. Você precisa estar vigilante ante a possibilidade de ocorrerem tais reações súbitas e impulsivas, e sempre pronto a enfrentar qualquer situação com serenidade e segurança. Os pacientes necessitam tomar banho com regularidade e ser estimulados nos seus hábitos de limpeza. Os doentes pouco asseados devem ser levados ao sanitário com regularidade (após cada refeição, por exemplo) para auxiliar a formação do hábito. A fim de evitar que o paciente ceda à sua tendência de isolar-se e ficar ensimesmado, não se deve permitir que ele permaneça no seu quarto ou retraído e sozinho, mas fazer com que ele se reúna aos demais e participe ativamente da vida comunitária da enfermaria. Deve-se evitar que ele permaneça na mesma posição, com a cabeça entre os braços ou isolado em uma cadeira. Os pacientes em estupor não devem ser descuidados, convindo que se lhes mude de vez em quando a posição. Lembre-se de que esses doentes podem estar alertas, ainda que não dêem demonstração disso, e que podem apresentar reações inesperadas, por vezes agressivas. O paciente paranóide poderá ser muito importuno e desconfiado, e a única atitude adequada em relação a ele é a de: interesse amistoso, tolerância e absoluta sinceridade, que não possa ser interpretada como astúcia ou ardil, destinado a enganá-lo

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