quarta-feira, 26 de outubro de 2011

QUEM É ESTE? MEU FILHO? ONDE ESTÁ O SEU ANJO? POR FAVOR SOCORRAM MEU FILHO...

"caminhante, o caminho se faz ao caminhar".

(Sala da diretoria do hospital São Vicente de Paula)
Às 7h30 liguei para o número do posto de saúde CAPS do Guará. Meu filho foi atendido neste centro de saúde cerca de cinco anos devido a sua doeça mental. Informei que sua médica passou um encaminhamento para ele ser atendido no posto de Taguatinga, mas não tinha conseguido um pisiquiatra, a moça disse que hoje poderia ter encaixe, contudo, como ele já tinha um encaminhamento, que nada podia fazer, que devíamos procurar o CAPS de Taguatinga para resolver o problema. Liguei para o São Vicente e disseram o mesmo. Liguei para o SUS para reclamar da situação e só o que eu podia fazer seria esperar 15 dias para ter uma resposta. Voltei a ligar para o CAPs do Guará e pedi para falar com a gerente que desesperada com a quantidade de paciente e sem estrutura, funcionários, dizia não poder fazer nada pelo meu filho. A estão é que o sistema está acima do indivíduo. Fiquei desesperada já que em nenhum hospital de Brasília meu filho poderia ser consultado para em fim ter uma receita que só essa gente poderia assinar e pedir. Nos arrumamos e partimos para  o São Vicente de Paula. Foi a viagem mais triste! Logo de início fomos atendidos por uma doce enfermeira,  a sra Ana Nery... Ela entendeu que ele precisava de um atendimento urgente e de sua receita até o laboratório o consultar. Esperamos e infelizmente fomos atendidos por uma médica que si quer perguntou ao Spencer o que ele tinha, apenas indagou? "Vocês não são do Guará, ele não faz tratamento lá?" Respondi que não mais, e ela falou que "não podia fazer nada, que alí é um lugar que só faz internações e que o remédio é só a base de injeção". Perguntou: "Você quer deixar seu filho internado?" Claro que ela viu que eu não o faria, até porque a crise era inicial e poderia ser revertida com remédio. A própria enfermeira havia dito isto. Pedi um encaminhamento para o laboratório do Guará sabendo que teria de esperar o dia da colsulta. A médica saiu da sala e nos deixou alí em pé. Eu a esperei com meu filho alguns minutos até que retornasse, e então revidei dizendo: sra meu filho está com inicio de uma crise e precisa ao menos da  receita, os outros hospitais disseram o mesmo que a senhora. Ela aos gritos disse: "se eles disseram isto eu é que tenho de pagar o pato? São eles que devem te atender, o CAPS do Guará ou o de Taguatinga". Eu disse, senhora, você só precisa fazer uma receita e  eu tenho certeza que tem médico para fazer isto. Ela disse, que "não faria". Pedi que escrevesse então o que estava dizendo, ela me levou a portaria e me mostrou um cartaz dizendo que ali não fornecia receita, se negando a escrever o que disse. Ora, a enfermeira enfatizou que ele precisava do atendimento. Ela virou as costas para mim e eu disse, se você tivesse um filho precisando de remédio não faria isto e iniciei um choro profundo e desesperado na frente dos funcionários. A enfermeira bastante ética me orientou procurar o sr Ricardo Lins, o diretor. Ele não foi me atender, estava ocupado. Chorando, fiz um relatório escrito. Me dirigi então com meu filho ao CAPIS de taguatinga, outro ambiente. Lá também foi um dilema pois no início queriam que ele fosse as terapias sem atendimento ao pisiquiatra e eu enfatizei que ele precisava dos remédios para ficar controlado e ir as consultas. Conclusão, os remédios acabaram ele não pôde ir as consultas pois estava em crise e ainda sou culpada. Avisei um parente que tem vínculo com este hospital do caso, ele então consegiu marcar a psiquiatria, mas por motivos maiores eu a perdi, mas nomesmo dia avisei o motivo. Num domingo a tarde, fomos ao hospital de base e lá encontramos "um anjo", o sr Miller Forrest. Eu me emocionei com este médico, com a grandeza e ética com que nos tratou, orientando sobre tudo, inclusive sobre como buscarmos ajuda caso não fossemos atendidos. Falou de cada remédio e suas funções, da doença, da família, do SUS, etc. Um exemplo de médico mesmo! A ONDE ESTÁ NOSSO ANJO? São 15h22, meu filho precisa do remédio às 20 horas. Conseguimos no CAPS de Taguatinga apenas marcar uma consulta para o dia 14 mediante minha assinatura de que não podia faltar mais. Se eu adoecer então, meu filho perderá a consulta e o tratamento. Pode uma coisa dessas?  Detalhe, o Hospital de Base também não atende, mas ao falar com a direção, prontamente  sr Miller nos atendeu. 
Eu só sei que tenho vontade de chorar, de gritar, de levar meu filho para um lugar onde haja justiça, mas infelizmente não posso. Neste mundo Spencer é só mais um caminhante. Pagamos o poder público pelos serviços prestados, ocorre que nada é feito para melhorar este quadro! Eu pergunto quem vai pagar caso ele tenha uma crise? O estado, médicos?  

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